Posts de Julho, 2008|Página de posts mensais
O SENTIDO DAS COISAS
DAS CORES…
laranja sol nascente. vermelho sorvete. verde campo. azul infinito. branco água. cinza chuva. amarelo lua. marron outono. preto noite estrelada, amarelo algodão-doce…
…DOS CHEIOS…
mato. terra molhada. chuva. mar. rio. riacho. cachoeira. rosas. talco de nenem. alfazema. lavanda. capim-santo. bolo quente. chocolate. pão na chapa. lasanha. feijoada. shampoo. roupa limpa. milk shake de morango. vinho. pipoca. queijo. canela. tangerina. milho cozido. novo. saudade. casa da avó. criança. limpeza. sorriso…
…DOS SABORES…
coca-cola. chocolate. bolo de milho. torça de limão. brigadeiro. batata frita. canja. licor de menta. caramelo. bolo de rolo. gelatina. sorvete de menta com calda de chocolate quente. casquinha de sorvete. pirulito. suspiro. bala de coco. picanha. sobremesa. hidratante de fruta. sorriso de criança. roupa de algodão. nuvem. beijo gelado. mordida na barriga. tesão…
E DOS AMORES…
brincar que nem criança. dançar até cansar. cantar alto a melhor música do mundo. dormir até tarde. um bom filme na TV. a lembrança de um amigo. uma mensagem inesperada. um encontro por acaso. abraçar com força. matar a saudade. chorar de alegria. sentir falta. conquistar alguém. se apaixonar. ser amada. ver. ouvir. sentir todas as coisas. não se importar. importar-se com tudo que é importante. lutar. deitar na grama. sentir preguiça. um fim de semana. viajar. melhores amigos. família. vô e vó. sonhar. aprender. viver. ser feliz…
VONTADE DE IR EMBORA
Hoje é um daqueles dias em que eu gostaria de ser invisível ou, simplesmente, ter o poder de sumir.
Hoje eu não queria ver ninguém, nem ser importunada pela falta de respeito de ninguém. Só por hoje, eu não queria vivenciar a hipocrisia das pessoas e descobrir que eu compartilho disso também. Queria ficar longe das mentiras que as pessoas falam para serem agradáveis e queria que as coisas fossem normais para mim.
Hoje eu queria que não houvessem pessoas tão desinteressantes, nem tão burras. É tanta estupidez que às vezes me falta ar. E me pergunto se sou tão chata assim porque me falta paciência ou porque é todo mundo tão particularmente medíocre que não me dá vontade de aparecer?
Eu queria que me hoje fosse diferente, mas pra ser assim, precisaria que as pessoas também o fossem. Que elas mentissem menos, quisessem não tirar vantagem de ninguém, estivessem dispostas a respeitar o espaço do outro e compreendesse que a vida não é uma palhaçada pra todo mundo.
Às vezes eu queria descobrir como as pessoas conseguem. Como é tão fácil pra elas enganar e continuar sendo feliz. É uma vida tão concreta. Tão livre. E eu me preocupo tanto em não ferir ninguém e acabo vivendo na escuridão, o tempo todo. Parece que niguém mais valoriza a verdade, nem a honestidade, nem o caráter. Parece que “parecer” acaba sendo mais importante do que ser.
Eu queria que minha vida acabasse logo. Eu não sei se terei outra chance, mas não gosto do que vejo. Tanta mentira, tanta estupidez, tanta falta do que fazer e as pessoas acabam não fazendo nada. Nem por si mesmas, nem pelos outros. Isso aqui não me faz feliz e, a cada dia, meu desejo de partir só aumenta. Ficar para que? Não quero uma vida sem motivo, nem deserta, nem infértil, como é a vida da maioria das pessoas.
VÁ E QUANDO VOLTAR, NÃO VOLTE A CHORAR
Deixa disso, levanta. Você já sabe que nem sempre pode viver as histórias, que quase todas, aquelas que mais desejava viver, acabam sempre por ficar a flutuar.
Esquece… foi um sonho que você sonhou acordada. Agora terminou. Parecia mágico, coisa do destino até. Nada dura para sempre. Não se culpe, não se sinta como se tivesse feito tudo errado. Você não fez, apenas seguiu a vontade de sua parte mais fraca: O coração. Terminou. Aceite isso, levante-se. Ficou tudo por viver? E daí? Você acha que o mundo vai terminar? Olhe para você… se apegue nessa coragem, levante os olhos, caminhe, siga. Faça as malas, vá embora. Não leve nada mais que o humor e a coragem. Vá…não leve o amor. Esse, se quiser, que lhe acompanhe em sua jornada. Lado a lado saberá, no fim, dar valor a todo o caminho. E se, no fim, ele já não estiver lá, fique com todas as respostas. Não queira carregar tudo com você, a bagagem fica demasiadamente pesada e, sozinha, nem sempre se consegue. Sozinha, sim. Qual o problema? Há quanto tempo está assim? Há muito… e não é por isso que deixou de viver. O que é simples para você nem sempre o é para os outros.
(eu sei… mas aqui dentro…)
Já estava na hora, Rita. Você não pode passar a vida esperando que os outros lhe sejam sinceros, você sabe que eles não são assim. Você não pode pedir coragem a quem não a tem. Pense apenas que não é o fim… que haverá outros, que você vai se apaixonar outras vezes. Você é bonita, lutadora. Esqueça os homens. A única coisa que querem de você, você sabe… depois, passa. E quando pensa que tudo vai começar, afinal, já terminou. Não insista em procurar os porquês nem as respostas. Você nunca saberá… e se vier a saber, elas nunca chegarão a tempo de você mudar o final. Não queira que os outros entendam que na sinceridade tudo fica mais fácil de suportar. Não queira que entendam que se forem sinceros sempre, você poderá admirá-los por alguma coisa. Você tem apenas um vazio, um silêncio que lhe pesa no peito. Mas deixe… isso tambem vai passar, você vai ver.
(eu sei… mas aqui dentro…)
Já estava na hora, Rita. São horas de se esquecer que aí por dentro lhe dói. Porque espera, constantemente, para acreditar nas palavras. Mas não se esqueça que há quem tenha o dom e a magia da palavra, mas nem por isso diz o que realmente sente. Você sabe, vá lá… cada um diz o que quer. Não espere receber numa medida igual à que dá. Um dia, se doer, será devagarinho.
(eu sei…mas aqui dentro…)
Já estava na hora, Rita. Pare de se apaixonar. você sabe que é sempre assim, não sabe? Então, para quê? Esqueça… não procure o que nunca vai encontrar. E, se encontrar, não pense nunca em deixar sair de você o que sente. Basta dizer “gosto de você” para que tudo se perca. Para que reste um nada do que um dia foi tanto. Aprenda a guardar os sentimentos, pelo menos os mais bonitos. Não se humilhe, não rasteje. Você merece muito mais que isso. Siga o seu caminho, não perca tempo a sonhar. Você não tem idade para esperar por nada, nem por ninguém. Já é o tempo, Rita. Não queira mudar histórias. Todos os fins estão escritos desde o início. Não fique assim, parada, só porque alguém não lhe quer. Que importa? Olha para quem tanto lhe deseja, Rita. Olhe! Não feche o peito, não diga que nunca mais. Quem sabe um dia?…
(eu sei… mas aqui dentro…)
Já estava na hora, Rita. Sempre que dentro de você os sentimentos lhe rasgam o peito, querem nascer à força, você fica nessa mania de proteção, de os guardar entre as mãos em forma de concha porque sente que num começo, todos os sentimentos são frágeis, como passarinhos feridos. Vá embora, Rita… não fique assim de mãos ocupadas com um sentimento que não tem futuro. Vá embora, esqueça. Largue isso que teima em prender, numa qualquer berma de uma estrada qualquer e segue caminho sem olhar para trás. Porque raio você teima em sofrer? Você já sabe… se não a procura é só porque não quer. Então, diz-me: por que espera? Os finais felizes, as surpresas boas não acontecem na vida real. Espera que, do nada, lhe diga o que tanto deseja ouvir? Esqueça… nenhum homem tem tanta coragem assim. Eles quando não têm força para uma atitude fazem tudo de forma a que a outra pessoa a tenha por eles. Portanto, parece-me, Rita, que é hora de partir. Olhe para você. Já se viu bem? Nem parece de você… deixar-se ficar assim a agonizar devagarinho, definhando. A mulher que você é e como fica quando os outros lhe dão um encontrão. Levante-se, vá… já estava na hora. você sabe que nada pode esperar dos outros.
(eu sei.. mas aqui dentro…)
Rita…você é livre. Você pode voar para onde quiser. Por que não experimenta olhar para quem está perto de você e que só espera a oportunidade que você teima em não dar, simplesmente porque não se sente apaixonada? Deixe disso, Rital… por vezes é preciso aprender a gostar. E você sabe, a paixão desaparece… E se tentar, quem sabe essa pessoa não lhe surpreende? Já pensou nisso? Vá embora, Rita… já é tarde. Aprenda que as desilusões só chegam porque um dia você se deixou iludir.
(eu sei… mas aqui dentro…)
Já estava na hora, Rita. Você nem se deu conta que a noite esteve bonita, com uma lua brilhante. Você nem reparou que o dia hoje foi de sol, que o céu está azul. Vá embora, Rita. Vista as calças, o tênis, uma camiseta de qualquer cor, os brincos, o colar. Saia de casa, Rita. Já não aguento vê-la assim. Vá até à praia, ver o pôr-do-sol. Vá fotografar, leve um livro para ler em um lugar qualquer enquanto toma um café, enquanto fuma um cigarro. Não teime em esconder-se do mundo, não insista nessa espera que nada lhe vai trazer. Vá, Rita… mesmo que esteja frio e não sinta, mesmo que o dia esteja sublime e não note, mas saia. Não fique aqui fechada só para não ter que sentir o peso de olhar-se. Há tanta vida lá fora…
(eu sei… mas aqui dentro…)
Já estava na hora, Rita, de partir. Vá…e, por favor, quando voltar, não volte a chorar…
Adaptado do Blog Confissões de Uma Mulher de 30 – Razão x Coração
DOIS ANOS
Preciso de uma outra vida. De um novo tempo.
A solidão da minha alma é tão profunda. A escuridão nos meus olhos me deixa tão perdida.
Deve haver mais nesta vida do que apenas saudade.
Queria poder descobrir meus próprios segredos. Talvez eu sofreses menos. Talvez eu me tornasse mais forte. De qualquer forma, eu só queria que doesse menos esse vazio no peito.
Há exatamente dois anos cheguei. E hoje, longe de todos que amo, percebo que é preciso uma briga diária com a dor que a saudade abre na gente para que nos sintamos, minimamente, felizes. Cada dia mais, eu percebo também que abri um caminho sem volta.
Eu sei que seguir essa trilha foi escolha minha, mas isso não diminui a dor que eu sinto, nem me deixa mais forte. Às vezes faltam forças para continuar existindo, sem que se veja futuro, razão, motivo. De vez em quando, eu fico procurando algo que faça tudo fazer sentido e eu não fique com a sensação de que tudo isso é inútil.
Por que a gente sofre, mesmo quando foi nossa escolha? Por que choramos se podemos voltar a qualquer momento ao ponto de onde começamos a caminhar e fazer outro caminho?
Às vezes eu sinto como se esvaziasse em mim toda a confiança, toda coragem, toda fé. É como se eu sentisse que não existe caminho possível. E ai dói mais ainda. A única força que me segura é o amor dos meus pais. É saber que eu sempre terei para onde voltar. Essa é minha fortaleza, minha paciência, meu conselho. Sinto falta do mundo protegido que o amor deles criou para mim.
Mas já é hora de crescer. Eu sabia que em algum momento, isso aconteceria. Sabia que teria que fazer escolhas e que, nem sempre, elas seriam fáceis. Mas não imaginava que essas escolhas me deixariam tão sozinha. Não sei ao certo o que agora é mais doloroso: o caminho ou ter que segui-lo sozinha.
O que mexe mais comigo é ver o quanto tive que ser forte nestes dois anos. É perceber que, embora eu saiba que o pior já tenha passado, e que agora minha vida esteja melhor, esse é o momento em que menos eu tenho. Talvez só porque agora eu tenha conseguido tempo para sentir, de verdade, a falta que me fazem aqueles a quem eu amo. Ou talvez porque eu tenha, finalmente, entendido que para onde quer que eu vá, jamais deixarei de ser quem sou e de amar quem amo.
DIZER QUE AMO
Será?
Não sei.
Sinto uma vontade insuportável de estar com ele, de participar da vida dele, de beijá-lo, de tocá-lo…
Sinto uma agonia inebriante dentro do peito cada vez que penso nele, acompanhada de um sorriso bobo, sem foco, sem direção…
Eu queria que ele fosse meu. Mas tenho medo de tê-lo e, com isso, ver ele deixar de ser meu…
Meu mundo é diferente depois dele. Meu mundo é diferente com ele. Meu mundo não é mais o mesmo desde que o encontrei…
Nunca tinha sentido essa coisa estranha. Essa doideria que é se perder com uma venda nos olhos. Ser girada e depois solta. Nunca brinquei assim de cabra-cega com meus sentidos…
Estranho é querê-lo tanto e tê-lo tão pouco. E ser feliz com isso…
Tenho medo de deixá-lo, mas não de perdê-lo. Talvez porque, no fundo, eu saiba que nem meu ele é. Meu é apenas o sentimento que tenho por ele. E que vivencio sozinha…
Difícil saber como conseguir me envolver tanto. Deve ter sido por causa das tantas vezes em que ele me chama de amor. Ou do jeito carinhoso dele quando estamos juntos. Ou da maneira como o corpo dele se comunica com o meu. Ou, simplesmente, porque é ele e se fosse outro, eu não gostaria tanto…
Só sei que a voz dele aquece meu coração e mergulha minha alma no infinito. Sentir o toque dele faz meu corpo tremer. Olhar nos olhos dele acende uma centelha de luz no meu espírito…
Será que algum dia eu vou conseguir ser eu mesma de novo? Será que vou deixar de ter esse sentimento? E o sorriso alegre-bobo, será que sempre vai existir? Espero que sim…
Queria ser mais dele. Mas não sei me doar mais ou, talvez, já tenha dado tudo a ele e o pouco que sobrou é só meu. Queria dizer, um dia, que o amo. Mas não quero ser dona de palavras, apenas. O que sinto por ele é mais do que é cabível num par de fonemas…
Direi a ele que o amo numa tarde morna de sábado. Olho no olho. Coração explodindo. Corpo arrepiado. Carícias e um sorriso sem som, sem cor, sem jeito, repleto de felicidade. Direi que o amo sem falar uma única palavra. Não quero que ele escute. Quero apenas que ele sinta a minha alma dizendo para a dele: eu amo você…
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