Posts de Novembro, 2007|Página de posts mensais

ORFÃ DE AVÓS

Hoje meu avô foi embora. Para sempre. Se é que pode existir o “forever”.

Não tenho mais avô nem avó. Sinto-me meio órfã. Queria voltar no tempo. Na época em que brincávamos de casinha no quintal. No tempo em que ambos tinham saúde perfeita e éramos felizes. Sentirei falta deles. Já estou sentindo.

Mas o tempo é o único mal que não se arrepende. Ele não volta. Porque cada passo que damos remove areias no passado. Não é possível refazer o caminho porque nossas pegadas, já não serão as mesmas.

Fico pensando em quanto pode ser breve nossa vida. Meu avô viveu quase 90 anos. Muito pouco, diante da eternidade…quase nada para a vida. Se ele conseguiu realizar os planos que tinha quando era jovem, eu não sei. Nunca saberei sequer, se ele tinha planos. Mas sei que teve uma vida simples e feliz.

Acho que no final, é isso que importa. A gente corre tanto, se preocupa tanto, morre tanto, um pouco todo dia. Esquecemos que no fim, no momento em que deixamos tudo para trás, nada mais será importante. Quando chegar a minha hora, sei que a única coisa que vai me importar de verdade, é o tamanho do amor que guardarei pelos que aqui ficarem.

Sinto que foi assim com meu avô.

Ele me dizia que eu era a luz dos seus olhos e que eu enchia sua vida de alegria. Eu sempre fui seu tesouro. Seus amores, de fato, faziam transbordar sua simplicidade. Sentirei falta do seu sorriso, das coisas engraçadas que ele fazia…para sempre meus avós serão vistos como o presente de Deus em minha vida. De toda a minha alma, agradeço ao Senhor ter-me feito nascer sua neta. Aprendi que uma vida simples, mas cheia de amor, é a melhor receita de felicidade.

Te amo, vô!